Portugal continental está numa zona de risco sísmico moderado. A localização perto da fronteira entre as placas euroasiática e africana e a existência de um conjunto de falhas activas junto à costa e mesmo no território fazem com que o País tenha “uma actividade sísmica moderada, pautada por eventos de grande intensidade, mas muito separados no tempo”, explica o geofísico José Borges, do Centro Geofísico de Évora. “No contexto mundial, há zonas muito piores, nomeadamente no Pacífico. No contexto europeu, Itália e Grécia estão numa situação mais complicada, mas logo a seguir aparecem Portugal e Espanha”, acrescenta. Ou seja, a zona do Mediterrâneo, afectada pela convergência entre as placas europeia e africana. Os Açores, perto da Crista Média Atlântica, uma cordilheira submarina que divide e atravessa o oceano no sentido sul/norte, estão também numa zona complicada. Mas no Continente o risco não é o mesmo em todo o território: diminui de sul para norte – Algarve, Alentejo, Lisboa e região oeste são as zonas com mais risco, enquanto o Norte tem estado a salvo dos eventos mais destrutivos. Isto porque estes geralmente têm origem a sudoeste do cabo de São Vicente.
Pulbilicado por: Leonardo Martins 7ºA Nº8
